Vamos abraçar uma causa social, vamos fazer caridade, incentivar o assistencialismo. Abraçar crianças carentes, dar sopa aos famintos, e no fim lágrimas cairão...
Ai então poderemos voltar pra casa reconfortados e com a consciência limpa. Voltaremos ao nosso conforto, às roupas, moda, cultura descartável e mente vazia.
Portanto, vamos abraçar uma causa
[Fazer um]
social.
2007
sábado, 28 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Andando na rua hoje, com meu violão debaixo do braço, eis que encontro um ilustre cidadão de Uberlândia: (Senhor) Eduardo Henrique, morador (pelo menos os filhos moram lá) do bairro Brasília (ele disse, mas eu não lembro o nome da rua). E não é que ele depois de pedir um cigarro (sem sucesso) , me pediu o violão?! Entreguei de bom grado, curioso para ouvir o som que viria. Após algumas notas de um solo, ele solta o grito: "dooon letmii daauuunn!" e canta o começo (era até onde sabia, disse) da música do Joãozinho e do Paulinho Macartineizinho (pra nós né?, comentou). Após os aplausos e sorrisos da platéia (meu amigo, eu e uma transeunte), ganhou ainda, ao fim do show, um cigarro pela metade, já queimando e foi o bastante pra sua vontade de pitar e saiu andando, não antes sem as devidas despedidas.
O (Senhor) Eduardo Henrique é uma pessoa bastante agradável e sociável (segundo me pareceu), mas qualquer um podia perceber que ele parecia perdido, não sei, talvez tateando às cega no escuro do asfalto, sem poder se levantar, sem poder ver algum caminho. A mãe dele, como nos contou antes, está com um problema de saúde (parece ser na gargante, pelo que ele colocou as mãos no pescoço) e ele certamente está desempregado ( afinal o que fazia fissurado por um cigarro de camisa e short, levando um guarda-chuva numa segunda-feira quatro horas da tarde?!). Apesar disso tudo, ele ainda sentou num banco, pegou meu violão e cantou, "Don't Let Me Down!".
E eu tentei. Realmente correspondi ao olhar e o sorriso e sorri e apertei sua mão e agradeci com palmas pela música, pelo encontro inesperado, cômico, que insiste em voltar toda hora a cabeça junto com o refrão cantado por aquele ser tão diferente e tão igual, que só poderia ter acontecido numa segunda-feira nublada de verão as quatro horas da tarde nove dias depois de sete de fevereiro de dois mil e nove.
Pra quê mais estamos aqui, senão dar as mãos e não deixar que ninguém esteja caído?
Don't Let Me Down !
domingo, 18 de janeiro de 2009
Caminhando
Pobre vagabundo caminhando
Pela rua escura sem Lua
Na cabeça idéias martelando
Nervos expostos na carne crua
Sem medo de ser e viver
Coração quebrado e destroçado
Uma lágrima no rosto cansado
A morte não é pra se temer
O peito arde em chama
A fumaça é um véu
Que clareia a mente
e limpa o céu
Vida desgraçada
Já não tem mais graça
quero descer, por favor
Essa é a última parada
Pela rua escura sem Lua
Na cabeça idéias martelando
Nervos expostos na carne crua
Sem medo de ser e viver
Coração quebrado e destroçado
Uma lágrima no rosto cansado
A morte não é pra se temer
O peito arde em chama
A fumaça é um véu
Que clareia a mente
e limpa o céu
Vida desgraçada
Já não tem mais graça
quero descer, por favor
Essa é a última parada
2006
sábado, 3 de janeiro de 2009
Nada válido ou inválido em teu coração
Ou me engano, e tu a ti também?
E há em teu coração
Assim como neste
Tanta dor, revolta e angústia?
E se há, porque este silêncio ensurdecedor?
Porque abafa a voz que clama no peito?
Já não me escuto mais, não te escuto mais
Nesta balbúrdia de sons, imagens e outras sensações
Bailam tristeza e alegria, um belo par
E tudo que sei
É que o céu se tinge de vermelho
Em mais um crepúsculo, ou
Alvorada?
Ou me engano, e tu a ti também?
E há em teu coração
Assim como neste
Tanta dor, revolta e angústia?
E se há, porque este silêncio ensurdecedor?
Porque abafa a voz que clama no peito?
Já não me escuto mais, não te escuto mais
Nesta balbúrdia de sons, imagens e outras sensações
Bailam tristeza e alegria, um belo par
E tudo que sei
É que o céu se tinge de vermelho
Em mais um crepúsculo, ou
Alvorada?
domingo, 21 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Solidão
Sólido? Que nada
Só? Muito maisSozinho? Quando quero
Saudade? Apenas uma
Desejo? O mais mórbido
Sonhos? Etéreos, fugidios
E Pesadelos? basta abrir os
olhos
2006
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