terça-feira, 8 de setembro de 2009

Rotidiano

E mais um dia se passou
Não foi igual aos outros
Mas a rotina, cruel rotina
Apaga e iguala e soma
Mais um dia igual

[ À outros

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O melhor e mais extraordinário de cada dia é que sempre começa, literalmente, com um novo despertar.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A mesma mão
A mesma mãe e,
O mesmo cérebro de homo sapiens
Tudo o que nos separa é tempo
O tempo
História e pré-história
Tudo o que nos une é fogo
O fogo
E as sombras, mesmas sombras

Estamos perto
Mas ainda não saímos da Caverna

terça-feira, 21 de julho de 2009

O tempo não me pertence
Eu pertenço a ele
E apenas viajo
Através de seu fluxo
Inexorável

sábado, 11 de julho de 2009

Versículos, 17

O Branco do papel
Revela o homem
O Puro e o Bruto
O papel em branco
Revela o homem
O Puro e o Bruto
Escrevendo como que
De trás pra frente
Nesta era apocalíptica
Ao Puro e ao Bruto
Da frente ou de trás
como que escrevendo
O papel em branco
Os homens revelam
O Puro e o Bruto
Revelam ao homem
O Branco do papel

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sentido

Ver.

Ver é tão humano.
E como confiar no invisível?
O ditado diz que,
O que os olhos não vêem,
O coração não sente.

Mas será que não sente mesmo?

Não só apenas com o olho
A mente perscruta
A noite
Nariz, ouvido e boca
Também sentem
Tocam com tato,
As mãos, braços e
Corpo e
Alma.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Restos Revirados

Já não basta a fumaça
Do cigarro petroquímico
Que a tal vida moderna
Me obriga a engolir?

Diariamente passivamente

E o lixo visual
Sonoro ou do olfato
Poluem minha mente
Tomam conta do meu tato

No meio da rua entre os pedestres
No sinal sem ver ou querer
Esbarro noutro ser humano
E isso também é lixo?
Não não
Apesar do lixo que nos recobre
[ o corpo


Não o somos

É até possível
O lixo ser humano, não
humano ser lixo