quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

No trem


No trem da meia noite
Onde encontro criaturas
Indo e vindo, donde ou aonde
Não se sabe, quem sabe {?}

Entre luzes do poste
Vazios de viadutos
As janelas, vertiginosas, a passar
Uma mariposa morta, insensatamente,
Continua a voar {!}

Uns observam passivamente a paisagem
Eu, por outro lado, pulo afora
Um Cemitério é inevitável
Antes que o trem colida com seu destino
Procuro, por próprios meios, atingir
O fim

13/02/2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Há momentos em que é preciso
Apertar o Coração
E dizer,
Basta!
Não se pode mais continuar assim

É preciso parar e desabar
Destruir-se e tudo
À volta de si
Como criança inocente
Do nascer ao poente
Pelo menos uma vez
Ter em suas mãos
As rédeas do próprio destino

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Rotidiano

E mais um dia se passou
Não foi igual aos outros
Mas a rotina, cruel rotina
Apaga e iguala e soma
Mais um dia igual

[ À outros

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O melhor e mais extraordinário de cada dia é que sempre começa, literalmente, com um novo despertar.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A mesma mão
A mesma mãe e,
O mesmo cérebro de homo sapiens
Tudo o que nos separa é tempo
O tempo
História e pré-história
Tudo o que nos une é fogo
O fogo
E as sombras, mesmas sombras

Estamos perto
Mas ainda não saímos da Caverna

terça-feira, 21 de julho de 2009

O tempo não me pertence
Eu pertenço a ele
E apenas viajo
Através de seu fluxo
Inexorável

sábado, 11 de julho de 2009

Versículos, 17

O Branco do papel
Revela o homem
O Puro e o Bruto
O papel em branco
Revela o homem
O Puro e o Bruto
Escrevendo como que
De trás pra frente
Nesta era apocalíptica
Ao Puro e ao Bruto
Da frente ou de trás
como que escrevendo
O papel em branco
Os homens revelam
O Puro e o Bruto
Revelam ao homem
O Branco do papel