sábado, 23 de abril de 2011

Barfly - um filme escrito por Charles Bukowski


Algum tempo atrás, numa avaliação do nível de inglês dos funcionários do lugar onde trabalho, escrevi um texto sobre o filme que tinha visto, Barfly, escrito por um dos caras que mais admiro na literatura, Charles Bukowski. No final procurei fazer uma alusão a um verso de um poema dele, "Dinosauria, we", que também é o título de um documentário sobre ele, "Born into this". Saca só:

Some days ago i watched the movie "Barfly". The movie was written by american writter Charles Bukowski and as the novels he wrote, it shows a drunk and his daily activities. Using the ones who are generally excluded and falsely criticized in our society; drunks, whores, gamblers and others, Bukowski shows his vision of life and this world, especially about U.S.A.
People get too much illusion from government, TV and mainstream media. They live their american dream, walking blindly and wasting their lives, letting others dictate how it should be lived. He, as depicted by himself in his autobiographic character, Henry Chinaski, does not give a damn about this illusion and all he wants is to feel alive, to do something while he lives through this, and dies because of this, with no other option, since we are born into this.


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Alguns dias atrás eu assisti o filme "Barfly". O filme foi escrito pelo escritor estadunidense Charles Bukowski e assim como os romances que ele escreveu, mostra um bebâdo e suas atividades diárias. Usando os que são geralmente excluídos e falsamente criticados em nossa sociedade; bebâdos, putas, apostadores e outros, Bukowski mostra a sua visão da vida e deste mundo, especialmente sobre os E.U.A.
As pessoas recebem muitas ilusões do governo, TV e a mídia principal/oficial. Elas vivem seu sonho americano, caminhando cegamente e desperdiçando suas vidas, deixando que outros ditem como se deve viver. Ele, como descrito por si mesmo em seu personagem autobiográfico, Henri Chinaski, não dá a mínima pra essa ilusão e tudo o que ele quer é se sentir vivo, fazer alguma coisa enquanto ele vive através disso, e morre por causa disso, sem nenhuma outra opção, já que nascemos nisso.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

É, sim, têm resposta pra tudo. Olhe quantos livros, quantos "best-sellers", guias que já ajudaram milhões. E há tantos exemplos a seguir, carreiras pra sonhar, muitos homens em quem se espelhar.
Por mais que digam e afirmem, que creiam e professem, nada nem ninguém, nunca em momento algum, responderá à
"Quem sou eu?"
E mesmo que
[ Por uma singularidade ]

Assim o faça
Nem por um instante
Tal verdade pode perdurar

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Luta diária, resistência cotidiana

Todo dia é dia de mudança. A cada amanhacer temos, mais uma vez, a oportunidade de transformar nosso mundo, influenciar as pessoas que nos cercam, sermos a mudança que desejamos ver no mundo1. Quando se fala em mudar o mundo, em revolução, geralmente somos levados a pensar em grandes mudanças estruturais, em socialismo, capitalismo e anarquismo. Aqueles que já estão derrotados, pois já desistiram antes da luta começar, exigem de nós soluções completas e comprovadas para todos os grandes problemas que a humanidade causa a si mesma. E através desses mecanismos, tentam matar em nós a esperança de evolução, aniquilam a vontade para mudar, com argumentos de conformismo e impotência. Não raro, ridicularizam quem fala em revolução, quem deseja e acredita que é possível se fazer um mundo melhor, mais solidário e mais inteligente. Apesar de estarmos todos no mesmo barco, infelizmente há aqueles que por medo e insegurança se convenceram do naufrágio e nada fazem para tirar a água que pode nos levar para o fundo. Em alguns casos, até mesmo ajudam o naufrágio, fazem furos na embarcação, jogam água dentro, pois estão dominados pelo sentimento da tragédia, do fim, da falta de poder.
Nessas horas é preciso ter espírito guerreiro para resistir e não se contaminar com o fracasso pregado pelos que já estão derrotados. Por mais que estejamos todos encarceirados na mesma prisão, há sempre aqueles que não se entregam e mantém o sonho de liberdade. Não existe fuga individual desta prisão, até porque nada existe fora dela. Nós fizemos do nosso mundo, da nossa realidade as grades e barras, cercas e muros que nos prendem. E para derrubá-los, é preciso que todos os prisioneiros se deêm conta de que a chave para abrir os portões está na própria mente de cada um. Assim cada prisioneiro que encontra esta chave, que encontra consigo mesmo e descobre o poder que existe em si, dá seu passo em direção ao fim do temor, da alienação, da subserviência e exploração. E pedra por pedra, a muralha começa a baixar. Como já disse, existem aqueles que não querem ver os muros caídos, que se derrubamos uma pedra aqui, colocam outra mais ali. São estes os carcereiros, os guardas que por estarem no topo dos muros se veêm como livres, ou pelo menos superiores, mas fecham os olhos para o fato de que continuam na prisão, pois nada há fora dela. E muitos, na esperança de um dia serem também os iludidos vigias nas casamatas, ajudam na fiscalização e denunciam os companheiros detentos, afoitos para receberem os prêmios dos detentores, para serem eles também vigias nos muros.
Por isso é que todo dia há de se fazer mudança, no gesto mais simples, na palavra mais comum. Do bom dia que se dá, sincero e verdadeiro, revelando a energia e a esperança de um novo levantar, até a recusa frente às pressões de consumo supérfluo, de mercadorias e opiniões, demonstrado independência frente à lobotomia publicitária. A verdadeira revolução se faz no próprio ser, na formação de valores próprios, de opiniões que vem da reflexão interna, no cultivo da tolerância e solidariedade. A resistência é cotidiana e está nos comportamentos mais básicos, na transmissão de influências positivas à todos que estão à nossa volta e no fortalecimento, a medida em que há o retorno, dessa energia do bem. Lute sem medo e com segurança, pois se existe a hora da queda, também existe a hora da ascensão2.

1: Mahatma Gandhi
2: Hora da Ascensão por Mato Seco

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

poema 28 12

Olhei dentro do poço
Foi triste e abatedor
O que vi
?
Pensei no que poderia ser
Uma porta para o Nada
Um passo final ao
Abismo

Não!
é Negação
Sim!
é uma Afirmação
E talvez
somos Nós

Pensei no que poderia ser
Afinal, Tudo
um caminho novo
Começo
O que vi
?
Consumação e Esperança
Olhando me do topo

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Censura na internet: Folha de São Paulo X blog Falha de São Paulo



Desculpe a nossa Falha(antes da liminar tirar do ar era www.falhadesaopaulo.com.br) é um blog de humor e crítica ao jornalismo que está sendo processado pela Folha de São Paulo, baseado no argumento de que o nome do blog viola os direitos da marca. Além de incoerente, é uma clara ação de censura na internet, por um meio que deveria defender a liberdade de expressão. Obviamente os juízes do caso estão deliberando a favor da Falha de São Paulo, pois não querem brigar com uma das 10 famílias que controlam os instrumentos midiáticos no Brasil.
Muitos outros blogs recorreram ao cache do google e recuperaram algumas imagens postados no Falha de São Paulo anteriormente. Eu estou fazendo o mesmo. Faça você também,proteja nossa liberdade de expressão, divulgue o caso e se possível, pare de ler a Folha.






http://desculpeanossafalha.com.br

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Cinza da Cidade


Numa noite, andava pela rua
E desceu de uma luz ofuscante
De um poste na calçada
Uma mariposa, em espiral pelo ar
Colocou-se ao meu lado e disse:

"Quanto cinza
Se abate
Na cidade
Não vi o dia
Mas sei que parece
Noite"


Respondi, perplexo e fascinado:

"Como pode saber
Se nem viu e
O que vê na noite?"


Subindo, de volta ao poste
Cada vez mais perto da luz
Em outra espiral, no ar
Me despediu a mariposa:
"Ai se engana
Na noite e através
Vejo sempre
Melhor que você"


Hoje, sejam dias ou noites
Na cidade
Procuro outras cores
Sempre me surpreende
Dobrando uma esquina
Ou fumando um cigarro
Badalando um sino, subitamente
Na madrugada

É a estranheza da vida
Entra com(o) vento
Através da janela aberta
Esparrama um mar
De vastas possibilidades